O que fazer quando a internet cai no restaurante
Volte para o papel imediatamente, sem esperar a conexão voltar. A comanda escrita à mão sustenta a noite inteira; o que não se recupera é o pedido perdido enquanto todo mundo olhava o roteador.
Agora, nesta ordem:
- Pegue papel e caneta. Comanda escrita à mão, uma por mesa, com o número da mesa no topo
- Avise a cozinha em voz alta. Ela precisa saber que o pedido vem em papel, não na tela
- Anote os preços do cardápio impresso. Se o cardápio é só digital, alguém dita os preços
- Reinicie o roteador uma vez — uma, não cinco. Enquanto ele volta, a casa já está operando no papel
- Ligue o compartilhamento do celular para o caixa, se a maquininha depender de internet
O erro que custa a noite é parar a operação esperando a conexão voltar. Ela pode voltar em dois minutos ou em duas horas, e você não tem como saber qual dos dois.
A maquininha, que é o problema de verdade
Sem internet, quem trava não é o pedido: é o pagamento. Maquininha com chip próprio funciona sozinha; a que usa o wi-fi da casa, não.
Duas saídas imediatas: compartilhar a internet do celular com a maquininha, ou receber por PIX, que só precisa do celular do cliente funcionando.
Depois, quando o movimento passar
Lance no sistema o que foi anotado no papel, ainda naquela noite. No dia seguinte ninguém lembra o que era cada comanda, e o faturamento do dia sai errado.
Para não depender de sorte na próxima
- um bloco de comandas em papel guardado onde todo mundo sabe
- cardápio impresso, nem que seja uma folha, com os preços
- maquininha com chip próprio, e não só a que usa o wi-fi
- PIX ativo e o QR Code impresso no caixa
- internet do celular do dono como reserva, testada uma vez
O erro é a casa nunca ter passado por isso com plano. A primeira queda no meio de uma sexta, sem papel e sem cardápio impresso, custa mais do que um ano de internet reserva.