Como descrever um prato no cardápio
Diga o que vai no prato e o que o cliente vai sentir, em uma linha. Descrição serve para tirar dúvida e dar vontade, não para exibir vocabulário.
A descrição tem duas funções, nessa ordem: evitar a pergunta ("vem com o quê?") e dar vontade. Quando ela falha na primeira, o garçom vira dicionário e a mesa demora mais para pedir.
O que colocar
- os ingredientes principais, com o nome que o cliente usa
- o acompanhamento, se houver
- o tamanho ou o rendimento, quando não é óbvio ("serve duas pessoas")
- uma característica que se sente: defumado, crocante, apimentado
O que tirar
Adjetivo genérico não diz nada. "Delicioso", "saboroso" e "especial" ocupam espaço e o cliente pula. Nenhum cardápio anuncia prato ruim, então esses adjetivos não informam.
Termo técnico de cozinha também sai, a menos que o seu público use. Se precisar explicar o nome, o nome está errado para aquele cardápio.
O tamanho certo
Uma linha, duas no máximo. Cardápio é lido em pé, com fome, muitas vezes com pouca luz. Descrição longa não é lida: é pulada.
O detalhe que evita reclamação
Diga o que não vem, quando é uma expectativa comum. "Não acompanha guarnição" numa linha economiza uma discussão por noite.
O erro é descrever o prato pelo processo ("selado em fogo alto e finalizado no forno"). Isso interessa a quem cozinha; o cliente quer saber o que vai chegar e como vai ser comer aquilo.