Como preparar a casa para um dia cheio
Prevendo pela venda dos dias iguais anteriores, encurtando o cardápio, dobrando a preparação prévia e escalando gente a mais na hora do pico.
Dia cheio não quebra a casa por falta de esforço. Quebra por decisão que devia ter sido tomada de manhã e acabou sendo tomada às oito da noite, correndo.
A previsão, que sai do seu próprio histórico
Olhe o mesmo dia nas últimas quatro semanas e, se for data especial, o mesmo dia do ano passado. Quantos pedidos, quanto faturou, o que mais saiu. Esse número é melhor do que qualquer palpite, e você já o tem.
O que se decide antes de abrir
- cardápio menor: tire o que sai pouco e dá trabalho. Menos itens é mais velocidade em cada um
- preparo dobrado dos cinco itens mais vendidos, que costumam ser a maior parte da noite
- escala com reforço no pico, não o dia inteiro: mais gente das 19h às 22h resolve mais barato do que mais gente das 17h às 23h
- compra conferida na véspera: faltar insumo no meio do movimento é venda perdida com a casa cheia
- troco e maquininha conferidos, com bateria e bobina
O que combinar com a equipe
Diga o que fazer quando acabar um item, quem avisa o salão, quem cuida da fila na porta e até quanto de desconto quem está atendendo pode dar sem procurar você. Exceção decidida no meio do movimento é exceção decidida errado.
Depois que passar
No dia seguinte, quinze minutos: o que faltou, o que sobrou, onde a fila parou. Anote. Na próxima data forte, essa folha vale mais do que toda a intuição acumulada.
O erro é preparar comida e esquecer o gargalo. Se a chapa dá conta de trinta pratos por hora, preparar para cinquenta só produz fila mais longa e comida esperando. A capacidade da noite é a do ponto mais estreito, não a da despensa.