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Como se preparar para o Dia das Mães

É o almoço mais cheio do ano na maioria das casas, e ele quebra pelo mesmo motivo todo ano: mesa grande, tudo no mesmo horário e cardápio longo demais para dar conta.

O Dia das Mães concentra três dificuldades no mesmo domingo: mesa de seis a doze pessoas, chegada quase toda entre meio-dia e uma e meia, e famílias que ficam mais tempo sentadas do que num domingo comum.

O que decide o dia, na véspera

A conta do giro de mesa

Neste dia a mesa demora mais. Se num domingo comum ela gira em 1h20 e no Dia das Mães em 2h, a mesma casa atende quase metade das pessoas no mesmo tempo:

atendimentos = horas de serviço ÷ tempo médio da mesa × número de mesas

Com 4 horas de almoço e 10 mesas: a 1h20 dá 30 atendimentos; a 2h, 20. Planejar compra e equipe pelo número do domingo comum é a origem do "comprei demais" ou do "faltou".

Menu fechado, vale a pena?

Ajuda muito na cozinha e reduz o tempo de decisão na mesa. Mas afasta a família que quer escolher, e o público do Dia das Mães costuma querer escolher. O meio-termo que funciona é cardápio curto do jeito normal, em vez de menu único.

Sobre o preço

Subir o preço só naquele dia é percebido, e mal. Se o custo do dia é maior, prefira um cardápio com pratos de ticket mais alto a um aumento visível no mesmo prato de sempre.

O erro comum

O erro é aceitar reserva sem escalonar horário. Doze mesas chegando às 12h30 entram na cozinha ao mesmo tempo, e a última sai depois das duas — com toda a fila da porta esperando.