Como treinar um garçom novo
Com uma lista do que ele precisa saber, um acompanhante nos primeiros turnos e um dia calmo para começar. Treino no meio da noite cheia não é treino, é sobrevivência.
Quase toda casa treina do mesmo jeito: coloca a pessoa junto de alguém e espera que ela aprenda olhando. Funciona por sorte, e a sorte varia com quem está do lado.
O que ensinar, nesta ordem
- O mapa: numeração das mesas, onde fica cada coisa, para onde vai o pedido
- O cardápio: o que é cada item, o que acompanha, o que costuma ser perguntado. Fazer a pessoa provar os cinco mais vendidos ensina mais que qualquer papel
- O fluxo: como abrir, como lançar, como fechar
- Os problemas comuns: item que acabou, cliente reclamando, conta dividida, mesa que quer juntar
O primeiro turno
Numa terça, não numa sexta. Com metade das mesas e alguém por perto. O objetivo do primeiro turno não é produzir: é a pessoa completar o ciclo inteiro uma vez, do sentar ao pagar, sem pânico.
A lista que economiza tempo
Escreva uma folha com o que a pessoa precisa saber no fim da primeira semana. Serve para ela conferir sozinha, para quem treina não esquecer nada, e para você saber se o treino aconteceu. Uma folha, não um manual.
O que costuma faltar
Ninguém ensina o que fazer quando dá errado, que é justamente o momento em que a pessoa nova trava. Combine antes: a quem chamar, o que pode resolver sozinha, e o que nunca decidir sem perguntar.
O erro é treinar só o sistema e não o atendimento. A pessoa aprende a lançar pedido em uma hora e leva semanas para aprender a ler uma mesa. É no segundo que está a diferença entre um garçom e alguém que carrega prato.