Vale a pena abrir no Natal e no Ano Novo
Depende de onde fica a casa e de quem é o seu cliente. Bairro residencial esvazia; região turística lota. Faça a conta do dia antes, porque a equipe custa muito mais nessas datas.
São as duas datas em que o custo da equipe mais sobe e a demanda mais varia de casa para casa. Não existe resposta única, e quem responde por você provavelmente não conhece o seu bairro.
As perguntas que respondem por você
- o seu cliente está na sua região nesse dia, ou viajou?
- a casa fica em bairro residencial, comercial, turístico ou de passagem?
- no ano passado, quanto foi o movimento? (a resposta mais confiável)
- a equipe quer trabalhar, ou você vai escalar à força?
A conta
custo do dia = equipe (com adicional e folga) + insumo + custo fixo
Compare com o faturamento esperado. Sem histórico, use o domingo mais fraco do mês como base pessimista — e decida com esse número, não com a esperança.
O que muda de verdade nessas datas
Ceia de 24 e de 31 é serviço de noite única, com público que reserva com antecedência e espera algo diferente. Dá dinheiro quando a casa está preparada e é frustração quando é improviso.
25 e 1º costumam ser almoços fracos quase em toda parte, com exceção de região turística e de estrada. Abrir por abrir nesses dois dias raramente se paga.
O meio-termo que costuma valer mais
Fechar nos dias fracos e abrir nas vésperas, quando as pessoas saem para confraternizar. A semana antes do Natal costuma render mais que o Natal, e quase ninguém planeja para ela.
A conversa com a equipe
Combine a escala com antecedência real, um mês antes. Escalar em cima da hora nessas datas custa em rotatividade, e o custo aparece em janeiro, quando você precisa contratar de novo.
O erro é decidir por medo de perder para o concorrente. Feriado com meia casa custa o dia inteiro de equipe cara e devolve pouco. O cliente que não te achou aberto volta na semana seguinte; o prejuízo do dia não volta.